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29 de janeiro de 2010

 

Diálogos











O glorioso duas caras

-Mas, então.. faz um tempo já que eu não falo com ele. Mais de um ano.

- E isso por quê?

-Ah, cansei desse cara, acho ele super falso.

- Sério?

- É, sabe essas pessoas que querem sempre estar do lado que tá ganhando? Ele é assim.

-Ah, mas ele é botafoguense, pô.

- E daí?

- Já não basta o time dele perdendo tudo!? É óbvio que qualquer oportunidade que ele tiver de estar do lado que tá ganhando ele vai aproveitar. Ninguém aguenta perder sempre.




Brincando com os números


- Tá procurando o quê?

- Um papel que eu tinha anotado um numero de identificação de uma compra que fiz pela net.

- É esse aqui? 107056...

-Não, esses são os números que eu to anotando de acordo com minhas fezes.

- Como é que é?

- Agora sempre que vou ao banheiro eu olho pro que eu deixei na privada e busco qual numero mais parecido com aquela forma. Depois anoto nesse papel.

- Pra quê?

- Ainda não decidi, mas tenho pra mim que vai ser útil um dia.

- Mentira que você conseguiu cagar um 5.

-É, mas foi em algarismo romano.Na verdade foi um V.

- Não sei se já te contei, mas tem horas que você me assusta um pouco.

- Já contou sim.





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29 de outubro de 2009

 

Diálogos




Se São Tomé tivesse um pintinho



- Então você não acredita em Deus?

- Não.

- E se ele aparecesse pra você?

- Buscaria um psiquiatra.

- E se o psiquiatra dissesse que você não estava louco.

- Então o louco era eu e o psiquiatra.

- Mas e se ele realmente provasse que era Deus. Tipo dizendo coisas sobre você que só você pode saber.

- Ah, então seria uma prova cabal que era um produto da minha cabeça. Por outro lado, se ele dissesse coisas que eu nunca soube seria impossível ser gerado pela minha mente, logo eu poderia, por exemplo, pedir que ele cante Meu pintinho amarelinho em sueco, euskera, hebraico, mandarim e javanês. Como eu não conheço nenhuma palavra nesses idiomas seria impossível eu projetar uma ilusão que falasse tais línguas. Depois iria buscar pessoas que falassem esses idiomas e repetisse o que o suposto Deus teria cantado, caso a tradução fosse realmente "Meu pintinho amarelinho cabe aqui na minha mão...", ficaria provado pelo menos momentaneamente que aquele Deus não era fruto de minha imaginação, mas ainda assim eu ia considerar outras possibilidades.

- Ou seja, que o criador do universo tá na tua frente e não te ocorre nada melhor que pedir que ele cante Meu pintinho amarelinho em cinco idiomas?

- Ao princípio, sim.

- Ai, quanta blasfêmia!

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20 de julho de 2009

 

Diálogos



Mas, nem que tu fosse Darwin


- Thiago, sabe que dia desses eu estava assistindo o Discovery Channel e estavam dando um programa onde falavam alguma coisa parecida com aquela idéia sua.

- Que idéia?

- Aquela que você me contou, que os seres vivos surgiram todos de um ancestral comum, daí alguns foram se adaptando e formando novos seres, aquela idéia maluca sua.

- A teoria da evolução você tá falando?

- É, isso. Parece que roubaram sua idéia.

- É que não foi idéia minha. Nunca disse isso. A teoria da evolução tem mais de cem anos, é de Darwin, um cara gente fina.

- Ah, pensei que era sua, você não disse nada!

- Quem me dera fosse minha! Não te falei nada porque é algo tão óbvio que achei que nem tinha necessidade de explicar. Não aprendeu isso na escola?

- Nem lembro.

- Olha, agora você me deixou cabreiro. Eu te comentei sobre a teoria da evolução em Janeiro, meio ano atrás. Faz seis meses que você acha que eu sou Charles Darwin e nunca me disse nada, nunca fizemos nada ...

- Como assim?

- Tipo, sexo selvagem sem limites.

- Ah, mas eu tenho namorado, você sabe ...

- Mas em Janeiro não tinha. E em Janeiro você achava que eu havia elaborado a teoria da evolução e nem por isso deu pra mim. Ou seja, que esse papo de que inteligência é afrodisíaco é balela. Você não daria pra mim nem se eu fosse Darwin.

- Ah, mas na época eu nem dei muita bola. Achei que era dessas invenções sem sentido da sua cabeça.

- Realmente, a teoria da evolução é uma invenção totalmente sem sentido, a verdade é que o ser humano surgiu de um ovo de tartaruga chocado por uma lagosta extraterrestre. Deixa quieto! Quando terminar com seu namorado me avisa pra eu te explicar uma outra teoria maluca da minha cabeça que talvez te deixe caidinha.

- Qual?

- Eu chamo de teoria da relatividade, é um pouco complicada mas dá pra explicar.

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31 de março de 2009

 

Diálogos da vida







- Então a moda agora é limpeza de cólon. Tá todo mundo fazendo. Meu amigo trabalha numa clínica e disse que o tratamento mais buscado é esse.

- Limpeza de cólon é o tratamento esse que enfiam uma mangueira no teu rabo e vão soltando agua?

- É! tava até pensando em montar um negócio, tipo esses furgões de dentista que você vê agora. Hoje em dia tem furgão de dentista, tem pra doar sangue, tava pensando em montar um cólon-móvel, um furgão pra ir de cidade em cidade oferecendo limpeza de cólon. Colocava um auto-falante pra ir anunciando "Alô dona de casa, alô trabalhador! Está passando o cólon-móvel, limpamos seu intestino das impurezas que ele não consegue expulsar. É 100% indolor". Daí estacionaríamos numa praça e íamos atendendo as pessoas uma por uma. Quer montar sociedade?

- Sei não. Na clínica isso dá certo porque há privacidade. Você vê a pessoa entrar num centro de estética e essa pessoa pode estar indo tanto pra cortar as unhas quanto pra meter agua pelo cu. No furgão, não! Quem ia ter coragem de entrar lá se expondo para que todo mundo fique sabendo que andou limpando o cólon? E a fila? Quem ia ficar numa praça pública esperando sua hora de entrar no furgão do rabo limpo?

- Ah, mas isso dá pra resolver. A gente ia botar uma placa assim "Vendemos pão de queijo e limpamos cólon". Pronto, o pessoal pode mentir que tá na fila pro pão de queijo.

- Ah, ia ter um forninho pra pão de queijo no mesmo furgão?

- Não, pô. Ia ser só fachada.

- Mas e se alguém fosse lá pelo pão de queijo mesmo?

- Afe! VocÊ compraria pão de queijo num furgão que se dedica a limpar cólon?

- Ah, sempre tem um, duvido de nada. Pode estar com fome, ué.

- Tá, então fazemos assim: "Leitura de Tarot e limpeza de cólon"

- Sabe ler tarot?

- Parei contigo.

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6 de abril de 2006

 

Diálogos surreais da vida real (II)



















Adedanha

- Tá chato o dia hoje, né!? Vamos fazer alguma coisa?
- Vamos!
- Vamos brincar de adedanha!
- Adedanha, não, já enjoei.
- Que nada! O problema é que é sempre a mesma coisa: nome de país, fruta, animal .. vamos fazer uma diferente.
- De que?
- Só de porcarias.
- Porcarias?
- Sim. Só vale dizer nojeiras com a letra que cair.
- Ai ai ..
- Vamos.
- Tá.

(A - de- daaaaaa- nhá!)

- Letra m.
- Meleca.
- Merda.
- Moco.
- Que moco?
- Catarro, ué!
- Mas isso é castelhano, não vale.
- Mucosa então.
- Tá. Não tem outra, perdi essa. Outra letra!

(A- de - daaaaaa- nhá!)

- Letra F.
- Não tem nada.
- Tem sim, vamos pensar.
- Já sei! Fedor de peido!
- Fedor de suvaco.
- Não vale, é o mesmo.
- Que mesmo? Onde que suvaco fede igual a peido? Deus me livre!
- Digo que se for assim, não vamos sair da letra F, vamos ficar falando "fedor de mijo", "fedor de merda"...e não vamos acabar nunca.
- Tá, mas agora tenho que pensar em outra, e não tem mais nada.
- Tem sim.
- Já sabe outra?
- Sei.
- Espera. Não fala! E isso porque você não queria brincar.
- Já achei duas.
- Po..
- Vai! É fácil.
- Desisto.
- Po..tinha fezes, fossas nasais ..
- Fossas nasais são nojentas?
- Se for cabeluda, sim.
- Tá. Chega! Você sabe muita porcaria.
- Eu nunca perco na adedanha.

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4 de abril de 2006

 

Diálogos surreais da vida real.



Dessa vez publicarei na íntegra um diálogo que tive através do messenger com uma menina que é filha de um amigo íntimo do Carlinhos Itaberá. Pra quem tá chegando agora, Carlinhos Itaberá é um ex-jogador do Fluminense, e é o ícone máximo desse blog, a representação viva do Cara de Milho, responsável pelo meu texto mais lido durante esses cinco meses de existência do blog. Por isso andei buscando com muita determinação através da internet qualquer tipo de contato que me levasse até ele porque sonho com o dia que farei uma visita ao Brasil e passarei por sua cidade natal para entrevistá-lo. Meus esforços não foram em vão, encontrei esse ótimo contato que me proporcionou informações valiosíssimas. Provavelmente continuarei a conversa outro dia e publicarei a continuação aqui, isso vai virar uma saga.

- Olá anna, recebi seu scrap agora.

- Oi. Onde vc mora?

- Moro na Espanha, mas tenho familia no Rio de Janeiro. Você é de Itaberá?

- Sim.

- E conhece o Carlinhos?

- Conheço muito o Carlinhos, ele mora no mesmo bairro que eu.

- É boa gente?

- Sim. Meu pai tem um time amador aqui em Itaberá chamado Agromac.

- E o Carlinhos joga nele?

- É. O Carlinhos joga sim

- Mas, é veterano, não?

- Joga no time amador e no veterano também, só que o time de veteranos é do Carlinhos e não do meu pai.

- Ah! sim..

- Chama-se União Agromac Veteranos.

- Sabe se o carlinhos tem msn ou orkut?

- Acho que não tem não. Pelo menos não conheço.

- Já viu a comunidade que fizeram pra ele?

- Vi a comunidade dele, achei por acaso.

- Entrou lá?

-Não entrei na comunidade dele. Você não conhece o carlinhos pessoalmente?

- Vou chegar aí, espera. Já te explico meu interesse no Carlinhos.

- Tá.

- Você já leu um texto que circula na net sobre a biografia do Carlinhos? Um que fala da carreira dele.

-Não. Aonde?

- Já te mando. É uma brincadeira sobre a época em que ele jogava no Fluminense. Não sei se o Carlinhos já leu. Ele é bem-humorado ou fica nervoso à toa? Senão ele não vai gostar do texto.

- Ele não liga pras críticas que fazem dele.

- Tá. Te passarei o texto.

- Ok.

(texto mandado)

- É um texto comprido, não sei se vai ter saco pra ler, se quiser ler depois, tudo bem.

- Quem que criou?

- O texto? Gostou? Já leu?

- Li um pouco , é muito longo. Quem fez esse texto?

- Eu.

- Você viu ele jogar, mas, não o conhece pesoalmente?

- Não conheci, quero conhecer. Tenho que admitir que carlinhos deve ser uma pessoa maravilhosa, nem duvido, mas, foi um péssimo jogador, não tenha duvidas.

- Nunca assisti os jogos dele no Fluminense, nem meu pai. Então não posso falar da atuação dele.

- Não perde nada.

- Pela região não tem jogador melhor que ele. Ele é um idolo na região.

- Por isso mesmo quero conhecê-lo.

- Ele é uma ótima pessoa.

- Não duvido.

- Aonde você achou essa foto dele?

- No orkut. É a mesma da comunidade dele.

- Não sei quem criou a comunidade dele, mas, acho que deve ser algum amigo dele.

- Não mesmo, foi um tricolor.

- Ah..

- Carlinhos Itaberá é um ícone, uma lenda para os tricolores, saiu do fluminense há mais de 13 anos e ainda é lembrado pela torcida como o pior jogador que o flu já teve em toda a historia.
Até hoje quando o time vai mal a torcida grita I - TÁ - BE - RÁ!!!!

- AHahahahha.

- Uma ironia aos tempos em que ele jogava no flu.

- Vou colocar no orkut do meu pai algumas fotos dos times que o Carlinho está pra você ver.

- Manda pelo messenger mesmo.

- Tá. Espera aí.

- Tá.

(mostra uma foto)

- Esse é o time de veteranos do Carlinhos.

- Mas, manda o arquivo, tenho que ter isso guardado, vale ouro.

- AHahahahahah... Você paga direito autorais?

- Vou publicar no blog e dar os créditos a você. Assim como esse chat será salvo e publicado na íntegra no blog, logo, não diga nada muito comprometedor. Manda as fotos, vai!

- Vou te mandar algumas fotos com comentários.

- Tá.

- Vou terminar de ler seu texto e já volto.

- Legal.

(dez minutos depois)

- Li a matéria inteira.

- Que achou?

- Achei legal, apesar de não ter visto as trapalhadas do Itaberá. Quem deixou aquele comentário que diz ser daqui de Itaberá?

- Foi anônimo, nunca se manifestou.

- No seu texto você fala de um mini mercado. O Carlinhos realmente não tem um mini mercado. Ele trabalha em uma escolinha de futebol daqui da cidade que treina garotos de até 16 anos.

- Mas ele tinha?

- Ele nunca teve mini mercado.

- Isso saiu numa entrevista na revista Placar. De onde tiraram isso então?

- O pai dele tinha uma mini mercado quando o itaberá foi embora daqui. Acho que tinha uns 16 ou 18 anos. Agora, a família dele tem um mini mercado.

- Você acha que ele ia ficar irritado se lesse a matéria?

- Acho que sim.

- Ahahhaahahah...Poxa, mas eu queria muito entrevistar ele! É meu texto mais lido, mais de 1000 pessoas já leram essa matéria.

- Ninguém gosta de criticas, né!?

- Mas é gozação. E não tem nenhuma mentira ali. Foi tudo tirado de matérias jornalísticas.

- Não tem matérias falando bem dele?

- Não. Nenhuma. Só se for de um jornal de Itaberá.

- ...

- Acho que você não compreende a gravidade da situação: ele era muito ruim! Muito mesmo! Como eu disse, faz 13 anos que ele saiu do clube e ainda lembram dele.
Só pra você ter uma idéia, tinha um jogador muito ruim no flu chamado Rogerinho. Uma vez fui a um jogo e um sujeito do meu lado não parava de xingar o Rogerinho, daí o cara acabou fazendo um gol sei lá como, e todo mundo olhou pro xingador com aquela cara de "FALA MAL AGORA!!"
E ele ficou todo nervoso e gritou: "FALO MAL SIM! ELE É UM MERDA MESMO!! SÓ PORQUE FEZ UM GOL? E DAÍ?" E começou a gritar sozinho "I - TA - BE - RÁ!!!"

- AHAHAHhaahah

- E o Itaberá já tinha saído do flu há uns 4 anos.

- Bem ou mal, ele pelo menos é lembrado. Por aqui ele é temido.

- Temido?

- Vou contar uma história que aconteceu ano passado.

- Conta.

- O time do meu pai, a AGROMAC, estava na final do campeonato regional de Itapeva, uma cidade vizinha. Aí o dono do outro time que ia disputar a final contra nós ofereceu 20.000 reais para ele não ir jogar. Só de medo do ITABERÁ! Fomos lá e ganhamos de 3 a 0 com um gol de falta do Itaberá.

- Ele tá jogando em que posição?

- Zagueiro. Claro que tudo isso foi num jogo amador.
Preciso sair, vou te mandar uma mensagem com fotos dele e os títulos que ganhamos por aqui e comentários.

- Tá. Fala com ele sobre o texto e tenta fazer com que ele leia sem se irritar,
porque quero muito estar bem com ele pra fazer uma entrevista.

- Vou tentar. Conversamos mais depois. Tchau.

- Tchau.

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27 de março de 2006

 

Diálogos irreais da vida real



Eu de jardineiro


- Por que você não plantou aquelas adelfas que eu deixei separadas?

- Ia plantar, mas, vi que ali onde você queria passava um cano e tava te esperando pra me dizer onde devo plantar agora.

- Um cano? E você deu com a enxada nele? Furou o cano?

- Não furei. Era um cano grosso.

- Cano grosso?

- Sim.

- Cano mesmo? De água? E você furou o cano?

- Acho que era de luz.

- De luz? Então era um tubo.

- Isso. Tubo.

- E vc quebrou o tubo de luz?

- Não. Era resistente

- E como você sabe que era resistente? Deu forte nele?

- Não. Pelo material.

- Vai plantando as outras que eu vou consertar o tubo.

- Mas, eu não quebrei.

- O problema é que os donos da casa vêm essa semana e vão encontrar o tubo quebrado.

- Você quebrou algum tubo?

- Essa é boa. Foi você que quebrou.

- Se eu to te dizendo que não quebrei nada.

- Que horas você vai parar pra comer?

- Às duas.

- Já são uma e meia. Vou buscar meu filho no futebol e no caminho já passo na loja pra comprar um tubo novo.

- Tem algum tubo quebrado na casa?

- Só esse que você quebrou.

- Não quebrei tubo nenhum.

- Continua aí até às duas e depois come e descansa. Vê se não quebra mais nada. Daqui a pouco eu volto.

- Tá. Só mais uma coisa, até que horas vamos trabalhar?

- Até as sete. Por quê?

- Acha que dá tempo de consertar o tubo?

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